Leishmaniose canina: saiba tudo sobre esta doença

A Leishmaniose canina é uma doença que preocupa vários tutores e que está bastante presente no nosso país. Conheça os sinais clínicos, o diagnóstico e a melhor prevenção para proteger o seu amigo.

 

Leishmaniose canina: saiba tudo sobre esta doença

 

LEISHMANIOSE CANINA


A Leishmaniose é uma doença causada por um parasita protozoário e é transmitida através da picada de um mosquito flebótomo, conhecido como mosca da areia.

Embora afeta humanos, gatos, roedores e alguns animais silvestres, os cães são o principal reservatório do parasita.

É uma doença grave e infecciosa mas que não é contagiosa. A invasão do parasita em órgãos como o fígado, rins, pele ou outros locais, causa lesões podendo levar o animal à morte.

 

TRANSMISSÃO


Leishmaniose canina: saiba tudo sobre esta doença

 

A transmissão do parasita é feita através dos mosquitos que estão infetados e carregam o parasita. Nem todos os mosquitos transmitem a doença.

Para que ocorra a transmissão, o flebótomo tem de picar um cão que já esteja infetado, ingerindo as leishmanias presentes no sangue do animal.

Ao permanecerem alguns dias dentro do mosquito, evoluem e tornam-se infetantes.

Quando o flebótomo que carrega as leishmanias infetantes pica outro animal, a doença é transmitida.

Estes insetos estão ativos com o aquecer do tempo, a partir de abril até setembro, podendo variar entre março a novembro. Vivem sobretudo em zonas com águas estagnadas, matas, refúgios para animais e caixotes de lixo.

 

SINAIS CLÍNICOS


A progressão do estado de infeção para a doença clínica pode variar, dependendo de fatores como a raça do animal, idade e estado de saúde.

Muitas vezes é uma doença silenciosa que faz com que os animais apenas apresentem sinais num estado mais avançado da doença.

Existem dois tipos de Leishmaniose, a cutânea – afeta sobretudo a pele e a visceral – afeta os órgãos da cavidade abdominal, apresentando diferentes sintomas.

Os sintomas gerais são:

  • Lesões dermatológicas – perda de pelo sobretudo no focinho e cara
  • Perda de peso e de apetite
  • Intolerância ao exercício e apatia
  • Crescimento exagerado das unhas
  • Lesões oculares
  • Atrofia muscular
  • Dores nas articulações e inflamação dos músculos
  • Mucosas pálidas – anemia
  • Sangramento do nariz
  • Alterações nos rins, baço e fígado

 

DIAGNÓSTICO


Leishmaniose canina: saiba tudo sobre esta doença

 

O diagnóstico poderá ser feito tendo em conta a identificação dos sinais clínicos mencionados ou através de análises ao sangue para deteção da presença do parasita ou de anticorpos.

A observação do parasita poderá ser feita através da análise de amostras de medula óssea ou gânglios linfáticos, possibilitando um diagnóstico mais fidedigno.

 

TRATAMENTO


Embora seja uma doença crónica, existem vários tratamentos possíveis dependendo da fase em que se encontra a infeção.

Deverá consultar um veterinário para que possa ser feita uma avaliação e planear a forma mais adequada para combater a doença.

Com o tratamento os sinais clínicos podem ser reduzidos, melhorando a qualidade de vida do animal. Infelizmente nem sempre o tratamento é totalmente eficaz podendo sempre existir recaídas.

 

PREVENÇÃO


Leishmaniose canina: saiba tudo sobre esta doença

 

Uma vez que a Leishmaniose é uma patologia crónica, a melhor arma contra esta doença é a prevenção.

Se quer proteger o seu amigo, é importante que tenha em consideração os seguintes aspetos.

  • Evitar passear os cães ao pôr e nascer do sol, sobretudo quando não existe vento e os dias estão amenos.
  • Utilizar redes mosquiteiras.
  • Evitar que os cães durmam na rua (maior atividade do inseto desde o entardecer ao amanhecer).
  • Evitar passear em zonas húmidas e matas.
  • Usar pipetas ou coleiras repelentes de insetos para evitar a picada do mosquito.
  • Recorrer à imunoestimulação e vacinação anual.

 

Caso pretenda obter mais informações informe-se junto de um Médico Veterinário.

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